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Archive for maio \31\UTC 2009

cotidiano.

Classic, volume 4, 6h30min. Soneca.
Mais cinco minutos. Água pra todos os lados. Roupa qualquer.
Embreagem emperrada. Marcha errada. Carro imundo.
Sai fora sinal vermelho. Não te quero! Vozes que entram e saem dos meus ouvidos.
Sou um zumbi. Um zumbi que mexe no cabelo, impacientemente. “Julia? O que quer dizer…” –“Ai, professor…”. Acorda e presta atenção.
Menos um. “Bonjour!” E ainda tem mais uma agora. Fala errado, aprende, erra de novo.
Água, sabão, toalha. Tudo preto. Digo, as roupas. Perna preta, pé preto, peito preto. O peito do pé de Julia é preto.(?)
Biiii-biiiiiiii!!! Ufa, foi por pouco! Vagas? Nada. Anda até a Jurema.
Passos rápidos para a entrada principal. Cheguei. Mais 6 horas.
Boa tarde, tudo bem? Mais baixa, mais alta … escura, clara? 40? Um minutinho. Dieeeeeeego!
Joga todos os modelos…
Prova, vira, mexe. Espelho de frente, costas, tudo. Ah, não gostei. Ou, faz bainha e pronto!
Perfeito.
Salto alto. Luz forte. Tuntz, tuntz, tuntz, tuntz. Ai, meu pé.
Dieeeeego! Dieeeeeeego… Diegoooo… Sobe desce escada. Muda, troca. “Pode deixar, vou voltar”. Aham, sei.
Entra – sai – entra – prova- sai- compra – entra – prova- ciclo.
22h. Pega o ferro. Quase no fim.
Oi, mãe! Fecha a porta. E ai?

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Quase. E segue a roda viva.

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moi.

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Tá vindo… tá vindo…. á vindo… vindo…………indo………..

Um dia ele chega! Um dia ele repara. Pega carona pra me acompanhar. Cai na real, cai de cara. Dá de cara com a vida. Sofrida? Já era! Não se livra. Dá um tempo. Com a vida dela. Sai da vida dela. Já é hora. De brincar? Talvez. Mas, dessa vez, de inovar.

Vamos mudar, meu camarada? Deixa disso. Deixa dela. Deixa vir à moça. A outra. Abre essa janela. Veja através dela. O que te espera. Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!

Ou então, esquece. Fique com as cicatrizes. Crises e raízes. Acabou seu tempo. Eu hoje vou pro lado de lá.

…ndo…………….do……………………….o…………………………………………………………………

Adeus você. Cansei de tentar. Eu quero paz. Quero dançar com outro par, pra variar, amor.

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Na aula de Direção de Arte, tínhamos que recriar a capa de um cd que gostávamos. Levei o encarte de “X&Y” da banda Coldplay, que muitos já devem saber estar no topo de meu gosto musical. Apesar deste cd ser dramático demais, adoro as letras e não tenho muito do que reclamar. A capa do álbum era a coisa que mais me incomodava e eu nunca tinha parado pra pensar no significado daquilo.

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Afinal, o que esses retângulos/quadrados coloridos querem dizer? Tentei enxergar um X e um Y, mas minha imaginação não foi suficiente. Então, abri o amigo de todos os internautas do mundo,o famoso Google, e TCHARAM!! Eis que encontro a explicação!

Essa figura é um código para decifrarmos. No meio do encarte tem o que cada letra, número e signo representam de acordo com as cores e formatos dos desenhozinhos, mas a sonsinha aqui nunca tinha visto! O tal código se chama Baudot. Criado pelo francês, Jean Maurice Émile Baudot, em 1871, para a perfuração e leitura da fita de papel para utilização em sistemas telegráficos. (!!) E o código Morse serviu também, para aperfeiçoar o Baudot.

A mensagem secreta da capa do cd é…. que rufem os tambores!!…. 1…2…….3……….4………….5……………….

X&Y!

Quanta criatividade!!! Mas pelo menos tudo se fez num código suuuper secreto! E a contracapa conta com outra mensagem, só que dessa vez, mais interessante e mais trabalhosa para os leigos fãs da banda descobrirem:

Make trade fair!

Legal, né? Bem, eu achei. Se você não achou… whateveeeeeer!

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Mais uma noite sem sono e estava eu em frente à TV, minha quase nunca amiguinha da madruga. Mas, neste dia, foi uma exceção que rendeu o post de hoje.

Depois de 25 anos, a banda que foi precursora do rock nacional está de volta: Bliiitz! Ok. Essa notícia não é tão nova. Um cd com os hits que mais fizeram sucesso nos anos 80 e algumas regravações de bandas como Paralamas e Titãs, assim como uma biografia escrita pelo apresentador do programa Vitrine (TV Cultura) – Rodrigo Fernandes, já foram lançados.

blitz

Agora, a banda grava novas músicas, sem perder o estilo descontraído e divertido de anos atrás. Evandro Mesquita ainda tem seu charme carioca e sua voz de galanteador rouco. Hahaha. As meninas com vozes sexys também continuam a dar o ar da graça. As conversinhas durante as canções que em sua maioria, falam de relacionamentos, ainda predominam. E é daí por diante. Blitz não perde o seu glamour!

“Hey Betty, vamos tomar um grapette?”

Para os fãs saudosistas e para a nova linhagem de fãs que pode surgir, fica um vídeo inédito da banda que achei na videoteca YouTube:

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tic tac

“Por que será que na vida tudo é diferente dos romances? Nos romances há príncipes. Na vida não há. Nos romances há fadas. Na vida não há. Nos romances os animais falam. Na vida não falam. Os namorados dos romances são sempre bonitos. O mocinho é forte, de ombros largos, valente, e está sempre disposto a morrer pela sua amada. A mocinha tem cabelos de ouro, olhos azuis e vive num castelo muito, muito lindo, com aias, pajens… o diabo! (O diabo não, credo! Deus que me perdoe!) Quando conversam, só dizem coisas bonitas. (…) Amor meu, luz dos meus olhos! Os seus olhos são dois lagos encantados onde o céu se mira como num espelho!”

Maio. Vestido branco. Ele e ela. Dez anos. Choro no altar. Mãe em prantos. Padre velho com seus 70 anos, diz: “pode beijar a noiva”. Pronto! Enfim, unidos para sempre! Sempre? Quem sabe! Daqui a pouco, enfim, sós. Ou como ele, um sempre gentleman, diz: “enfim, juntos”. Uma praia. Ipanema. Verão em alta. Lotação no Posto 9, o point dos famosos. Cervejinha gelada, futebol e boa ondas. Aquelas ondas! Ele surfista, olhos castanhos, cabelo preto encaracolado. Ai, que cachos! Os cachos que a encantam. Sai do mar. Prancha no braço. Ela olha. Olha mais. Ele olha. Toda sem graça, ela ri. Linda! Pequena, loirinha com olhos cheios de brilho. Biquíni amarelo, canga rosa. Gosta de cor. Gosta de vida.

“Estava à toa na vida/O meu amor me chamou/Pra ver a banda passar/Cantando coisas de amor”. Chico nos ouvidos. Chico nos pés. Primeiro beijo. Ele suspira. Apaixona-se. Sim, mais um beijo. Daí pra frente: conversas, amigos, roupa suja, tapas, perfumes, presentes, jantares, horas, gritos, sussurros, areia, vasos quebrados, bossa nova, filme, calor, cobertor, ele, ela.

Lingerie especial. Pétalas de rosas. Felicidade estampada no rosto e nos lençóis. Filhos. A primeira menina. Gordinha e do tamanho de um botão, leva o papai no bolso e a mamãe no coração. Dois anos. Mais uma. Mais anos. O amor flui. Constante e belo. Cheio dele e dela. Sempre?

Assim devia ser. Tão simples. Tão duradouro. Tão amor. Voltamos à pergunta da pequena Clarissa de Veríssimo, no começo. E o mesmo Chico do primeiro beijo, responde:

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

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