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Posts Tagged ‘destino’

Enfim.

Desperto, às 6h, no susto.

Em apenas dois minutos de olhos abertos que tentam se acostumar à luz,  o sono pertuba.  A vontade de permanecer deitada é tamanha.

Venço o lençol rosa amassado, o vento do ventilador barulhento que bate em meu rosto e a maciez do colchão.  Lavo meus olhos.

Casaco, calça, blusa, sapato. Pão, peito de peru, água.

Passos. Passos. Trilhos. Sono. Passos. Vozes. Vozes. Vozes. Sono. Vozes. Passos. Trilhos. Destino: cama.

Pensamentos não me deixam dormir. A mala, ainda desarrumada, muito menos.

Pronto. Olhos caem por algum tempo. Levanta, arruma, sai, espera.

Pronto. Olhos caem por mais algum tempo. O estômago, praticamente vazio, ganha dos olhos cansados. Bem…

Levanta, passos, mala, abraços, trânsito. Destino: cama?

Vozes, risadas, água, vozes, abraços, perguntas, imagens, imagens. Destino?

Boca seca. Olhos… quase fechados. Agora, posso ir. Texto finalizado. Enfim, cama.

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Sempre coloca a melhor roupa para viajar. E tem que ser de avião.  Mais rápido, mais confortável, mais necessário. Quem sabe ela não arruma um marido ali mesmo, ao lado de sua poltrona?

Maria mora em Porto Alegre, é empresária e o tempo todo precisa resolver assuntos pelas regiões do país. Não faz muitos voos internacionais. Os destinos costumam não demorar para chegar. No máximo 3 horas, com conexões. Senta na janela pra poder ver o céu. Mesmo que nada dê para ver. Mesmo que a luz a incomode em certos segundos.

Pega a revista da companhia aérea, lê o que interessa, olha as nuvens. Dá um “oi” pra senhora ao seu lado. É… ainda não foi dessa vez que Maria vai preparar o enxoval. Quem sabe na volta de seu destino… Quem sabe. Ela sonha em se casar. Aos 30 anos, Maria já não aguenta mais ter tudo e achar que não tem nada. Carreira fantástica, família linda, saúde, gato, cachorro, carro, apartamento. Mas se cansa de perguntar quando o encontrará.

Maria fecha os olhos e cochila por 10 minutos. “Aceita alguma bebida, senhora?” Ela desperta e pede um suco sem açúcar, pra não engordar e não aceita o pão quente com queijo e presunto. Olha da janela, conserta o cabelo, se ajeita na cadeira…

Faltam 20 minutos para o avião pousar…. 5 minutos para pousar. E cadê a voz do capitão? Maria olha da janela mais uma vez  e vê o tempo fechado. Céu escuro e raios. Começam as turbulências. Incessantes turbulências. Ela não tem medo, pois acha normal. Mas lembra… lembra de tudo o que tem. Vê a reação dos outros passageiros. Um pega um terço, o outro fica estático na poltrona, a outra grita. Tudo treme. As travas de segurança não resistem e bagagens começam a cair. Assim como os aparelhos de respiração

O medo se instala naquele voo. Maria pensa no que vai deixar de ter. No que nem vai chegar a ter. Pensa em notícias da Tv. Vê destroços, rostos desfigurados, pedaços. Chora.Vê o que não quer.

Faltam 5 minutos pro avião pousar. “O tempo está bom, com poucas nuvens, temperatura em torno de …” Maria acorda com o suco de laranja nas mãos. Intocado.

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“Destino, por que fazes assim, tenha pena de mim
Eu também não mereço sofrer..
Quero apenas um dia poder, viver num mar de felicidade…”

Caraca, o Exaltasamba foi minha inspiração pra reescrever aqui. Heieuheiuhe Mas então, acho que de tanto que eu vi sobre “Jack, o seu destino é voltar pra ilha” (siiim, estou falando do seriado LOST), acordei cantando Exalta (ta no coração!) e estou aqui pra falar sobre … tan tan tan tannnnnn – O DESTINO.

E sim, acredito que as coisas acontecem por um motivo e seguem por outro. Acabam, começam, nascem, morrem. Tudo tem sua hora. Nada é por acaso. E muitas outras frases famosas por ai.

Porém, ao contrário de muitos, concordo que o destino é traçado por nós. Nós definimos a nossa linha de vida: traçando metas; agindo de determinadas formas; realizando ou não certas ações; etc. As coisas não caminham por si sós. Temos que dar sempre aquele empurrãozinho, mesmo sem saber e/ou perceber, e procurar entender e ver o lado bom de tudo o que nos acontece. Se você não foi selecionado pra alguma vaga (me encaixo aqui), quem sabe não tem uma vaga melhor a caminho? Ou se você não saiu de casa naquela hora porque o telefone tocou, mas ao pisar na rua, encontrou com um amigo que não via há muito tempo? E assim por diante…

Enfim, nós somos arquitetos do nosso destino, como alguém disse em alguma hora, em algum dia e em algum lugar.

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Quinta-Feira, às 16h42min.

Enquanto Luiz lava o carro, Gabriela compra uma casa. Laís descobre que esta grávida após tanto tentar. Beatriz sofre um acidente. Hélio perde a mãe. Marcela fica nua. Bruno ouve Frank Sinatra. Pedro pega um vôo para seu novo lar. Geraldo assiste ao jogo do Botafogo na TV. Milena leva um fora do namorado. Cristiano se fura com um prego na construção.

Enquanto Juliana vai ao cinema, Viviane passa chapinha no cabelo. Oscar sofre um ataque cardíaco. Helena faz uma ligação para o pai que mora longe. Vanessa vomita no banheiro para perder peso. Felipe ganha na loteria. Tadeu é mandado embora do emprego. Joana passa num concurso. Ciro cheira cocaína. Horácio é mordido pelo próprio cão.

Enquanto Lourdes compra o pão na padaria da esquina, Carlos sente dores no peito. Luana corta o cabelo. Sheila estala os dedos. Irene se queima na cozinha. Tatiana vai pra academia. Noêmia faz amor com o marido. Renato rouba a bolsa de uma senhora. Eliana briga com sua irmã. Ricardo assume sua sexualidade. Joana compra uma passagem para Milão.

Tantas reações. Tantas descobertas, desafios, renovações. Tantos personagens diferentes em um só lugar. Tudo ao mesmo tempo. Cada um tentar traçar seu destino. E de repente… O mundo não para. Dias sim, dias não. Sobrevivência sem arranhões (?) É… O tempo não para.

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Há tempos queria escrever sobre isso e havia me esquecido. Frequentemente acontecem coincidências na vida de todos. Mas muitas estão ocorrendo comigo de 1 ano pra cá. O encontro de pessoas é o que ocorre em maior índice. Por exemplo: estou em outro estado do Brasil, começo a conversar com alguém. Papo vai, papo vem. Opa!! Não acredito! Você conhece tal pessoa? Estava em tal lugar? Mentiraaa! Ah não, que mundo pequeno!

Que mundo pequeno. O que eu não canso de repetir. Antes era: como Vitória é pequena! Contudo, vejo que não é só dentro do nosso ninho capixaba que os trajetos se encontram. E sim, as coincidências, que também podem ser chamadas de “destino” (?), são fenômenos mundiais!

Vai de um indivíduo que encontro no avião, até outro que conheço em uma festa de tribos ou durante uma caminhada matinal. E assim segue o fluxo. Seguem os rumos. Seguem os dias. Mais encontros inesperados. Reencontros não tramados. Surpresas bem-vindas. Cada “meu” momento. Pode virar o “seu”. Pode se transformar no “dele” ou no “deles”.

Os momentos se cruzam. Portanto, as pessoas também (no sentido de cruzar – trombar- bater – esbarrar. Não no outro sentido “animal” do verbo). E isso é fenomenal! Vai continuar acontecendo comigo, com você, com toda a população da Terra. Até quem sabe com os possíveis povos de outras galáxias. Afinal, eu acredito que eles possam existir. Mas esse já é tema de outro post.

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