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Episódio 1

Música no volume mais alto. Professora e aluna posicionadas. Braço direito, braço esquerdo, gira o corpo, levanta a perna, perna pro alto, de novo, cabeça pra esquerda, cabeça pra direita, e assim a coreografia se formava. Passos de dança que só podiam ser feitos quando Ana, a aluna, saltasse de um avião. Isso mesmo. As duas treinavam em pé, sentadas, deitadas, até a coreografia se fixar na mente e Ana tomar coragem de cumprir com o seu dever: pular de um avião com mercadorias roubadas. Estranho? Mas era assim que ganhava a vida. Passaram-se dias de treinamento até que Ana conseguiu finalizar seu objetivo. Saltou e dançou ao mesmo tempo, entregou as mercadorias e…. pegou sua bicicleta, seu principal meio de transporte e seguiu pelas ruas esburacadas e sujas da cidade.

A bicicleta de Ana tinha cerca de 2 metros de altura e apenas uma roda. Lembrava até aquelas de circo. Porém, além de ter que se manter equilibrada em cima do veículo, que por sinal, era movido à gasolina, Ana prendia a coleira de seu cachorro no guidon direito e tinha que tomar todo o cuidado pra não atropelar o bichinho, que, na maioria das vezes, não conseguia acompanhar os movimentos da dona. Como era nova na cidade, ainda se confundia no caminho até sua casa, mas, incrivelmente, mesmo depois de voltas e mais voltas, encontrava a direção. No entanto, neste dia, entre subidas, descidas e inúmeras curvas, Ana se viu em uma estrada de barro, num bairro habitado somente por animais, e não por pessoas. Ela havia se perdido mais do que o normal e a gasolina da bicicleta, que não é eterna, terminou. Entre o verde, o cheiro do verde e os sons selvagens, sem nenhum posto de abastecimento por perto, ela…

… “Anaaaaaaaaa, acorda! ”

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… no esteticista. Malha o ano inteiro. Pinta de artista. Saca dinheiro. Vai de motorista. Com seu carro esporte. Vai zoar na pixta. Burguesinhaaaa-nha-nha. Definitivamente, that`s not me. O que eu esqueci de comentar no post ” 10 coisas que eu odeio” foi que odeio (mesmo sendo uma palavra forte) ir ao salao de beleza e tenho pavor a academia.

Mas o primeiro “odio” eh o pior. Sem sombra de duvidas. Queria que as minhas unhas nascessem pintadas, uma semana de um tom diferente de vermelho, e que meu cabelo permanecesse do mesmo tamanho para eu nao ser obrigada a sentar numa cadeira giratoria preta. Nao gosto do ambiente SALAO DE BELEZA. Nao gosto do papo que ali acontece, ate porque sao soh fofocas, seja manicure versus manicure ou manicure versus clientela.

Desculpem, manicures do meu Brasil, apesar do resultado pos- cha de cadeira ser extremamente confortante, essa eh a mais pura verdade. Contudo, hoje foi um dia inabitual. Fui ao salao de sempre fazer as unhas e Rose, uma criatura muito simpatica, nao fofocou! Achei incrivel! Palmas para Rose, por sinal. Ela falou de sua vida amorosa e conflituosa ao mesmo tempo. E eu me senti como se fosse essa grande (literalmente) mulher que “me pintou” com o “samba Juliana” (gostei do nome do esmalte. hehehhe). Era cada historia cabulosa. De Manaus ao Parana. De Carlos, pai de sua filha, a Roberto, amor de sua vida que tinha uma noiva sem Rose querida saber. :(

Eita vida! Mulheres sofrem. Homens dizem que nao entendem. A gente ama. Chora. Apaixona. Chora. Depois se revolta e soh fica no troca-troca. Um substitui o outro ate achar quem realmente permanece. E assim segue a vida de damas como Rose; burguesinha e muitas outras.

Continuarei indo ao salao, pois apesar de ser chato, sempre saio no minimo, arrumadinha. Alem disso, vou conversar mais com Rose sobre seus casos e acasos, comedias da vida privada, como diria Verissimo. Ate porque ela conseguiu a proeza de nao arrancar um bife sangrento do meu dedo!

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