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Posts Tagged ‘livro’

“(…) Eu quero sem sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma âncora,
Seja uma flor ou uma ideia abstrata,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.”

Fernando Pessoa

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Fascinante. Em poucos minutos, algumas páginas e muitas ilustrações, podemos enxergar e compreender o que nos é essencial. Tudo o que mais damos atenção é necessário para a sobrevivência em padrões terrestres (capitalistas, diga-se de passagem), mas não é suficiente para a vivência, para a construção dos reais valores que um ser humano deve possuir: amor, amizade, lealdade, sinceridade. Pois são essas as posses que nos fazem verdadeiramente, ser. São as  pequenas coisas, que às vezes, somente crianças são capazes de ver, que tornam-se de infinita importância.  E é por isso que as pessoas grandes nunca deveriam esquecer que já foram crianças um dia.

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

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clarissa

“Vontade de ficar deitada nestes canteiros, sentindo nas pernas e nos braços a umidade fresca que a noite deixou na relva. Os passarinhos cantam, invisíveis entre os ramos. O chão está juncado de flores roxas pisadas. Um perfume adocicado anda no ar. O primeiro governador-geral do Brasil foi Tomé de Sousa. Mas se tivesse sido o major Nico Pombo, por acaso o sol deixaria de brilhar como agora? Existe um cabo que se chama Finisterra. Mas, se não existisse,os jacarandás não estariam floridos do mesmo jeito?”

Ganhei de aniversário. Nunca tinha lido este autor. Totalmente diferente do meu preferido. Nelson Rodrigues. Mas, já nos primeiros parágrafos, achei lindo. Erico Veríssimo. Clarissa. Narrativa devagar. Bem descritiva. Romântica. Primeiro romance de Veríssimo. 1933. Personagens de uma pensão. Vida de uma menina de 13 anos. Tão poético! Mais tempo e eu acabo. Agora, o cansaço me consome. Dormir é meu lema. Tchau!

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Roteiro bem amarrado. Personagens que poderiam dar mais de si, ainda mais quando se trata da afinidade entre Robert Langdom (Tom Hanks) e Victoria Vetra (Ayelet Zurer), que para minha surpresa(!), não formam um par romântico, e sim, um par inteligente professor-cientista. Trilha sonora boa. Cenário muito bonito e bem feito, visto que as imagens do Vaticano foram super bem criadas e tratadas. Em termos técnicos, nada a reclamar. Apenas elogios. E para uma não leitora do livro de Dan Brown, a trama foi bem desenvolvida. O nível de suspense e ação é equilibrado e o espectador realmente penetra na tela do cinema.

anjos-e-demonios-tom-hanks

Para mim, as qualidades do longa superaram os defeitos até o momento em que soube do outro lado da história, ou melhor, quando me contaram como o livro é, de fato.

É claro que em qualquer adaptação, algumas cenas precisam ser retiradas, senão o filme sai com umas 4 horas de duração e olhe lá. O que é quase inviável para os padrões do cinema, mas não impossível (lembrem-se de Senhor dos Anéis e até mesmo do tão aclamado, na época, Titanic). Contudo, qual é a vantagem de cortarem personagens e mudarem alguns pontos da história verdadeira? Isso não é necessário e totalmente desagradável para o leitor de Anjos e Demônios.

Eu já fiquei indignada só em saber que o Papa do filme não é o mesmo que o do livro, assim como, a forma como o assassino Illuminati estilo serial killer morre é diferente nos dois meios e por ai vai. Contar as idéias reais do autor não é crime para nenhum roteirista de cinema e muito menos para o diretor. Alguém pode me dar um motivo do por que isso é feito?

Então, quem gosta desse gênero de filme, veja! Mas se já tiver lido o livro, fique com um pé atrás. Ah! E uma coisa que esqueci de comentar:é sempre bom ver os filmes com roteiros adaptados do Brown. Apesar das viagens do cara, abrimos a cabeça para questões religiosas a respeito da Igreja Católica e além disso, podemos fazer ótimos questionamentos sobre essa gigante Instituição x Ciência. Perguntas constantes em minha vida.

That’s all, folks!!

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Comprei o livro para que eu nao cometa o mesmo erro: ver o filme antes de ler. Terminei as 20 primeiras paginas agora pouco. Ainda no comeco, mas gostei. Soh achei a forma que o autor, John Boyne, escreve, muito simples e nao tanto instigante. Uma historia que demorarei mais do que o normal pra ler, pois, afinal, nao eh nenhum conto cabuloso de Nelson Rodrigues, que me enche os olhos. Alias, eu ia comprar Nelson mais uma vez. Mas interrompi a compra exatamente pelo fato de soh o ler. Dai, resolvi mudar e o “pijama listrado” surgiu na minha frente.

Apenas vacilei ao ver um pedaco do trailer do filme, uma vez que visualizei os personagens e parei de imagina-los do meu jeito. Apesar de o personagem principal, Bruno, ser bem parecido com os meus pensamentos, tirando somente os olhos azuis. Pra mim, ele ainda tem olhos castanhos.

Livros sao fascinantes exatamente por isso! Cada leitor imagina do seu modo. Cada um tem ideias proprias sobre os ambientes, os fatos, as caracteristicas dos personagens, etc. Cada um eh artista das paginas escritas por Boyne. Cria-se, transforma-se. Os leitores brincam com as letras do livro e fazem a historia de Bruno sempre diferente.

Leiam, criancas!

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