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Posts Tagged ‘poema’

“(…) Eu quero sem sempre aquilo com quem simpatizo,
Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,
Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma âncora,
Seja uma flor ou uma ideia abstrata,
Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus.”

Fernando Pessoa

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pode ate ver coracao. Alem dos coracoes falsos ou nao das celebridades mundiais, das roupas de festas, das decoracoes das casas famosas e das inumeras fofocas de quem teve filho, quem bateu em quem, quem foi no show da Madonna ou quem esteve na Ilha de Caras, ha uma unica pagina da revista que fez meu nobre coracao bater mais forte. huaiaiuha Lindo, nao?!

Hoje fui levar meu irmao ao medico e fui “ler” a unica revista que estava na sala de espera:

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Ok. A Sasha virou modelo da marca da sua tia Meneguel; a Suzana Vieira esta apaixonada por um magico de 25 anos; o baby boy da Daniele Winits completou 1 ano e vaaarias outras informacoes quentissimas! Como se nao bastasse, os assinantes da revista ou apenas quem a compra, nao me lembro, iriam ganhar UM garfo na proxima edicao! Fenomenal! UM GARFO!

Ta. Mas voltando ao assunto do inicio do post, a pagina que mais me chamou atencao nessa revista cultural da sociedade brasileira, era composta por um poema que segue abaixo:

Eu sou o oceano
atletico e atlantico
pacifico e romantico(…)

Sou unico infinito
indicado pro amor

Eu sei, eu sal, eu sou.

(Gabriel, o Pensador, em “Peixe Aquario”, do livro “Diario Noturno”).

Eh.. eu tambem nao sabia que ele tinha escrito um livro. Mas o cara eh bom! E segundo as palavras de Verissimo: Pessoa pensante e artista falante, Gabriel pensa e diz, ao contrario dos que pensam que pensam e produzem ruido. Ja’ era uma raridade musical, agora eh raridade literaria.

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Monstruosidade.

De onde ele veio?

De um ventre de mulher,

ou de um feixe de gussanos nervosos,

que nem o fundo da terra o quer?

Veio sem dúvida,

da incognita gruta de uma matéria bruta,

que não tem nome nem “ser”.

Ou talvez de uma anomalia:

encéfalo igual a pernas,

sexo igual a cabeça,

que desintegradas acresçam do destino uma “ironia”.

Poesia escrita em 1976 por Tiburtina Ferreira de Araújo Santana, minha avó. Sei a quem foi dedicada, mas é melhor deixar em segredo por aqui.

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