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Posts Tagged ‘sonhos’

Episódio 4

Três ou quatro no carro, não me lembro ao certo. Rodávamos pelas estradas em perfeito estado, após passarmos alguns dias em praias nordestinas. Em busca de nossa próxima parada, uma cidade indiana, foram quilômetros contados. A Índia dentro do Brasil. Eu não sabia como aquilo era possível, mas, de fato, existia. “Pai, mas como pode?”, eu perguntava a todo instante.

Os pequenos meninos morenos com roupas rasgadas, e, logo à frente, a placa escrita em Hindi, eram avisos do que procurávamos há horas. Monumentos históricos, referências aos Deuses, vacas enfeitadas em desfile, mais meninos. É o pouco que recordo.

O que mais me marcou foi a descoberta da floresta colorida dentro daquela cidade indiana. Árvores repletas de folhas – e não flores -, amarelas, vermelhas, laranjas. Vistosas, enormes, quase ao alcance do céu. E em meio ao mundo de folhas, um lago e uma estátua dourada que remetia à Estátua da Liberdade. Eu, com minha pouca altura, nas pontas dos pés, tentava passar as mãos nas folhas e suas mil cores.

“Filha, olha quem está aqui!”, gritou meu pai. Em um lento movimento, virei meu corpo e chorei ao ver a surpresa: meus tios e minha avó. Ali, em minha frente, depois de tantos anos.  Das folhas para as pessoas, mudei o foco da lente da máquina. Vovó estava falante e sorria e pedia mais e mais fotografias.

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Eu, Ana, acordei, sem despertador, sem nada. Só com aquela memória boa de um sonho que poderia ser verdade.

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O que eu acho mais magnífico na vida são as mudanças. De cor, cabelo, tempo, humor, gostos, desejos, tamanhos, pensamentos, e ideais. Esses últimos mudam de acordo com a nossa adaptação e criação de um universo próprio e, principalmente, da nossa idade.

Quanto mais anos ganhamos, mais queremos concretizar algo novo e alcançar os objetivos almejados. Aos 5 anos, sonhamos em ter uma profissão. Aos 10, essa profissão muda (ou não). No meu caso, de empregada doméstica, passei a querer ser dentista. Aos 15, já queria ser psicóloga ou que tal arquiteta? Aos 17 tive que tomar a decisão e entre tantas opções, escolhi Publicidade. Se me perguntarem como cheguei a essa conclusão, não me lembro mais. Enfim, depois de quase 4 anos e uma monografia prestes a ser escrita, surge a grande pergunta (que nunca parou/deixou de ser feita durante o curso) – era isso mesmo?

Tenho certeza que a área eu acertei. Comunicação é meu ponto forte. Mas as mudanças dos meus ideais continuam. Agora, em vez de querer ter um canudo, quero o complemento dele. Quero um local de sustentação. O sonho de ser uma profissional torna-se maior. O xis da questão daqui pra frente são as buscas para a real efetivação desse sonho. Ou seja, um trabalho. O fim da faculdade, ao mesmo tempo em que traz o alívio, traz o desespero de não concretizar o que você almejou por quatro anos (ou uma vida). E sem sombra de dúvidas (e com lágrimas escorrendo pelo meu rosto borrado de maquiagem), a graduação traz a saudade de cada rosto amigo que compartilhou momentos bons e ruins nos Cemunis, ICs e outros lugares da nossa tão mal administrada (mas amada), universidade.

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Dizem que sao experiencias de imaginacao do inconsciente; tem significados e sao diferenciados em tipos.
Ja sonhei com diversas coisas que realmente aconteceram 1 dia depois, mas a maioria dos meus sonhos, sao sem sentido algum, pelo menos, sem serem detalhadamente analisados. Quem sabe Freud, que os define como a “realizacao dos desejos”, explique-os.

Hoje, por exemplo, acho que dormi tanto, que o sonho nao teve logica. Normalmente, se parecem com filmes. Alguns tem historias que se tornariam recordes de bilheteria. Outros, sao quebrados, nao tem ordem cronologica.

O de hoje contou com a ilustre presenca de Selton Mello no aeroporto, junto a todos os meus amigos que estao na terra do Tio Sam; uma menina desconhecida mostrando a alianca de noivado e esfregando na minha cara, dentro de um banheiro; meus amigos comprando boias em formato de refrigerante; telefonemas estranhos e com resultados ja previstos, mas malquistos; amigas rindo das minha cara de pau; e nao lembro de mais nada.

Bem, com ou sem sentido, por mais diferentes que sejam, nao tenho duvidas que transmitem o que ja pensei e talvez, pense ate hoje. Se transmitem ou nao o futuro, pelo menos em algumas partes, daqui ha alguns dias, meses, anos, caso ainda lembre dos mesmos, venho a entende-los. Se nao, foi apenas mais um sonho.

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